Segurança em bancos é frágil, diz sindicalista
A greve dos vigilantes expõe ainda mais a falta de segurança nas agências bancárias. Esta é a conclusão de Geraldo Fausto dos Santos, conhecido por Ceará, presidente dos Sindicato dos Bancários de Londrina e Região. Para o dirigente sindical é necessário reformar a lei federal 7.102, que regula a segurança dentro e fora das agências. De outra parte, o líder sindical recomenda que clientes, bancários e até gerentes tenham hábitos seguros, no sentido de dificultar a vida de assaltantes.
Ele é taxativo ao recomendar que pessoas não devem ir com grandes quantias em dinheiro para depositar durante a greve. É necessário esperar a greve passar, recomenda. Segundo ele, ir no meio do horário bancário é mais seguro do que chegar antes ou depois do expediente da agência. Os bandidos atacam sempre nas filas, quando a agência não está aberta, descreve, ao explicar que os ladrões se infiltram no meio dos correntistas. Ceará recomenda ainda, não haver qualquer rotina para pagamentos, depósitos ou retiradas. Os bandidos mapeiam cada passo do correntista, diz.
Ele recomenda que depósitos entre bancos sejam feitos por Transferência de Depósito Bancário (TED) ou por Documento Bancário (DOC). Segundo ele, estas duas operações só podem ser feitas com as agências abertas, evitando que o cliente carregue grande quantidade em dinheiro.
O sindicalista lembrou que as cidades de Rancho Alegre e Florestópolis foram invadidas por assaltantes no final do ano passado, pois sequer tinham porta giratória de segurança. Em Londrina, no final do ano passado, um empresário ao sair de um banco, foi morto por bandidos que levaram seu dinheiro. Segundo ele, estas portas de pouco adiantam, já que as quadrilhas quebram os vidros para invadir a agência. Além deste aspecto, ele diz que o revólver calibre 38 do vigilante mais parece um estilingue, quando comparado às metralhadoras e aos fuzis dos bandidos.
Ceará diz que as agências deveriam ainda blindar todos os vidros da frente. Além disso, colocar câmeras de vigilância na parte externa dos bancos, ajudando com isso a inteligência da polícia na localização e desmantelamento das quadrilhas. (E.P.F.)





