Segurança alimentar
Mais recente a obter o selo de indicação de procedência no Paraná, a Associação dos Olericultores e Fruticultores de Carlópolis (APC) reúne 19 produtores de goiaba que se preparam para as primeiras exportações. Para obter a certificação no último dia 17 de maio, foi preciso seguir normas de produção e de manejo de pragas, como o ensacamento da fruta no pé, para diminuir o uso de agroquímicos, e a poda total, que garante a qualidade.
O Sebrae, que apoiou o projeto, fará auditorias internas e uma consultoria externa analisará as propriedades uma vez ao ano. São cerca de 50 hectares envolvidos na produção de goiabas com certificação, com clientes em São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Diretor técnico da APC e produtor de goiaba, Rodrigo da Silva Viana afirma que se trata, antes de mais nada, de uma opção pela segurança alimentar. "Sempre tivemos um produto diferenciado, mas sem o destaque que merecia e o Sebrae nos mostrou como seria possível conseguir isso com o selo de procedência", diz, ao lembrar que se trata da única para goiabas no mundo.
As frutas já passaram a receber a alcunha de "goiaba gourmet". Ao ser ensacada no pé, há menor uso de químicos pelo menor risco de acesso de pragas. Porém, o trabalho também é dobrado: um saco para cada item. "Não temos um índice exato, mas acredito que chegue a 70% a redução do uso de agrotóxicos."
O tamanho da goiaba que sai do pé é definido de acordo com o cliente. Viana diz que o brasileiro está acostumado com grandes, enquanto os europeus querem as menores. Ainda, há uma preocupação com a instalação de colmeias para a fertilização das plantas, além das mantidas pela APC.
Como é recente, ainda não foram fechados grandes contratos, mas os sinais são animadores. "Supermercados e grandes varejões de Curitiba e do Rio de Janeiro já vieram nos procurar e não se importaram nem em discutir o preço. Acredito que os nossos ganhos vão dobrar ou até triplicar, porque não teremos atravessadores", diz Viana.(F.G.)





