Seguradoras se preparam para nova tendência
Apesar do mercado de microsseguros ainda não estar regulamentado no País, algumas seguradoras e bancos já estão se preparando e até possuem algumas opções de apólices com preços bem acessíveis para atender as classes C e D. ''Nossa expectativa é que até o final de 2012 o microsseguro já esteja implementado. Mas até lá, as empresas devem se preparar. Algumas, inclusive, já estão oferecendo produtos bem populares'', explica Eugênio Liberatori Velasques, presidente da Comissão de Microsseguros da CNseg.
O Bradesco, por exemplo, vendeu entre janeiro de 2010 e agosto de 2011, 800 mil apólices no Brasil e 44,4 mil no Paraná de um seguro contra acidentes pessoais de R$ 3,50 ao mês, cuja cobertura é de R$ 20 mil. Outra alternativa que o banco trabalhou, principalmente no Rio de Janeiro, foi um seguro residencial contra incêndios, raios, explosões e desmoronamentos: o valor é de R$ 9,90 ao ano, para uma cobertura inicial de R$ 10 mil. ''Se antecipar a essa nova tendência é fundamental'', salienta Velasques.
A secretária Bruna Rossi da Silva, moradora de Mandaguaçu, é beneficiária, juntamente com sua irmã, de um seguro de vida feito pelo seu pai, que vive em Maringá. ''Meu pai resolveu fazer um seguro após o falecimento da minha mãe, há dois anos. Como ele viaja bastante, achou fundamental dar uma certa segurança para nós duas. O interessante é que ele paga apenas R$ 17 por mês, um valor bem acessível'', comenta ela.
Bruna opina ainda sobre a importância do projeto de lei sobre os microsseguros ser aprovado o quanto antes no País. ''As pessoas acham, de forma geral, que os seguros são caros. Desta forma, o produto seria bem mais acessível para toda a população''. (V.L.)





