Curitiba - As empresas de seguro do Paraná tiveram que desembolsar, em 2004, cerca de R$ 965,7 milhões para pagamento de indenizações. O valor foi 16% maior que o pago em 2003, quando o total de ressarcimentos chegou a R$ 838,9 milhões. A elevação do índice de sinistralidade (número de ocorrências e valores pagos) nas principais carteiras foi o principal responsável por esse aumento. Os números, ainda parciais, foram divulgados ontem pelo Sindicato das Seguradoras do Paraná (Sindiseg-PR), com base em dados oficiais da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Não estão considerados os seguros no ramo da saúde.
A má notícia para quem irá fazer um seguro, este ano, é que o aumento no índice de sinistralidade impacta diretamente nos preços praticados. E as maiores taxas foram registradas, justamente, nos ramos de seguros mais vendidos: automóveis (70%), seguro obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat) (80%), vida (53%) e transportes (88%). Ou seja, nessas carteiras, para cada R$ 100,00 arrecadados na comercialização das apólices, as seguradoras devolveram em forma de indenizações, respectivamente, R$ 70,00, R$ 80,00, R$ 53,00 e R$ 88,00.
Segundo a assessoria de imprensa do Sindiseg-PR, o índice médio de reajuste nas apólices de seguro para este ano ainda não foi calculado. Em 2004, o aumento médio nos seguros de automóveis ficou em 10%. Nas demais carteiras, o percentual não foi fechado.
Ainda no ramo de automóveis, somente no primeiro semestre de 2004 (os números absolutos do segundo semestre ainda estão sendo processados), as seguradoras desembolsaram em todo o Estado R$ 147,8 milhões para cobrir os prejuízos com 2.061 roubos ou furtos de veículos, 18.455 casos de danos provenientes de acidentes e 6.179 outras ocorrências, como incêndio e coberturas a terceiros.
No mesmo período de 2003, quando as devoluções dessa carteira somaram R$ 129,7 milhões, o aumento foi de quase 14%. Já para o pagamento das indenizações com o Dpvat, no ano passado, as companhias disponibilizaram R$ 37,7 milhões ante os R$ 32,4 milhões gastos em 2003. Um desequilíbrio maior foi registrado no ramo de transportes, que obteve uma receita de R$ 23,8 milhões e registrou indenizações na ordem de R$ 21 milhões, sendo o principal fator o roubo de cargas nas rodovias estaduais e federais.

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