São Paulo - Cresceu neste trimestre o número de indústrias que pretende aumentar preços em relação ao período janeiro/março. Prévia da 155 Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela que 40% das 392 empresas ouvidas entre a última semana de março e a primeira deste mês querem reajustar para cima as suas tabelas no atacado e apenas 6% planejam cortes nos preços. Em janeiro, 30% queriam aumentar e 9%, diminuir os preços. O saldo entre os dois extremos neste segundo trimestre, de 34 pontos, embora menor do que o de abril de 2004 (46), é o maior desde julho passado (42).
''Há sinais de que o período de descompressão de preços no atacado se esgotou, mas isso não significa uma explosão'', pondera o coordenador da pesquisa, Aloisio Campelo. Ele observa que essa intenção de elevar os preços pode ser reflexo de pressões de custos, especialmente da alta das commodities registrada nas últimas semanas, como o petróleo.
De acordo com a enquete da FGV, 60% das companhias acreditam no aumento da produção no segundo trimestre, e 9% apostam numa diminuição. O índice de empresas que esperam crescimento é o maior desde janeiro de 1999. Em abril do ano passado, 57% das companhias projetavam alta na produção e 14%, queda.

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