O governo considera prematuro fazer qualquer previsão de redução da meta de economia de energia para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, mesmo com os resultados positivos obtidos com o início do período de chuvas. ''Já é visível o resultado do começo do período chuvoso'', disse o presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), ministro Pedro Parente. ''Desde o início do mês os reservatórios estão acumulando água no lugar de estarem gastando''.
O nível dos reservatórios das duas regiões aumentou 0,18 ponto porcentual na terça-feira, em relação à segunda-feira, e 0,72 ponto porcentual, se comparado ao primeiro dia do mês. ''A transição tem se mostrado favorável, mas pode inverter'', ponderou o presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Mário Santos. ''Estamos em pleno limbo e vamos continuar a viagem para o céu'', disse.
Santos lembrou que, no ano passado, choveu muito acima da média de setembro e que nos meses de outubro e novembro a hidrologia piorou. ''Em janeiro, estávamos bem no Nordeste, mas em fevereiro e março passamos por uma seca pavorosa.''
Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a economia de energia nos nove primeiros dias do mês foi de 16,9%, abaixo da meta de 20% estabelecida para esse período de racionamento. O nível dos reservatórios estava em 21,3%, ficando 5,87 pontos porcentuais acima da curva-guia. No Norte, a economia foi de 18,8%.
Segundo o presidente do ONS, mesmo que o nível dos reservatórios no Sudeste e Centro-Oeste esteja 5,5 ponto porcentual acima do limite mínimo, como foi registrado ontem, é necessário esperar o fim da transição para fazer uma reavaliação da meta. ''Antes disso, qualquer prognóstico é precipitado'', afirmou. A previsão do governo é de anunciar as novas metas de economia para o período chuvoso no dia 20 de novembro. (AE)

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