A explicação da Receita Federal para o aumento do IPI para 15% sobre resinas termoplásticas e bens de consumo plástico finais e intermediários é de que, com isso, a evasão fiscal será reduzida. A informação está na exposição de motivos enviada ao presidente da República, em fevereiro. Até agora, o secretário da Receita, Everardo Maciel, não se manifestou sobre o assunto à imprensa.
Os empresários do setor reclamam, também ao governo federal, medidas para recuar da proposta, já colocada em prática por decreto no Diário Oficial da União (DOU), desde o último domingo. Qualquer setor da economia sabe que o aumento de impostos, além de incentivar importações de países cujo custo de produção é menor, causa maior evasão de receita.
Em outros casos de aumento da alíquota do IPI, como o segmento químico de insumos para a produção de itens de higiene e limpeza, o governo abriu mão de arrecadar o mesmo imposto nas fases posteriores de produção. Ou seja, os segmentos transformadores não acumulam pagamento de IPI ao fisco. Foi a solução do governo federal para não sobrecarregar o consumidor final e aumentar o ‘‘custo Brasil’’ da indústria.

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