Segundo a Copel, Itaipu tem baixo peso no preço da energia
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quinta-feira, 28 de junho de 2001
Cláudia LopesDe Londrina 
O preço da energia da hidrelétrica de Itaipu não pode ser considerado como principal componente no aumento de 17,3% no preço da energia elétrica da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), segundo o diretor de marketing da Copel, Lindolfo Zimmer. A energia está mais cara em 396 municípios paranaenses desde o último domingo.
Itaipu representa 6 pontos percentuais na alta de 17,3%. Nosso mix é formado por várias outras fontes, disse Zimmer. Para calcular o índice de aumento, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são considerados todos os custos da Copel nos últimos doze meses.
No ano passado, a taxa de retorno do lucro da Copel foi de 8%. Não é uma taxa tão exorbitante, afirmou Zimmer, que preferiu não se posicionar quanto a um possível repasse de ganhos ao consumidor. Isso é uma decisão dos acionistas. Estamos cumprindo o aumento autorizado pela Aneel, disse.
Ele explicou que, embora a Copel pague mensalmente por sua cota de 6,36% de Itaipu, a energia que é colocada no sistema Furnas não tem selo de identificação. Divulgamos que estamos cedendo a energia de Itaipu para a região Sudeste só para facilitar o entendimento da população. Na verdade, vendemos o execedente de nossa produção, que vai de 200 a 300 megawatts médios. Não sabemos de qual fonte vem.
A Copel tem 18 hidrelétricas no Estado, além de uma térmica. Também compramos energia da usina Dona Francisca, no Rio Grande do Sul, da qual somos sócios, disse Zimmer. O diretor de marketing da companhia afirmou que o custo médio pago pela Copel para a Itaipu é de US$ 35 o megawatt/hora. O excedente de energia, porém, é vendido a outros Estados por R$ 4 o megawatt médio, dentro do Mercado de Realocação de Energia (MRE), um sistema de segurança para evitar falta de energia no País. É um valor para otimização do sistema.
Apesar de comprar a energia de Itaipu em dólar e vendê-la por um preço subsidiado, a Copel não tem prejuízo com a operação, segundo Zimmer. Esse fator é considerado na composição do preço da tarifa, disse. A tarifa média da Copel nos diversos segmentos (subsidiado, comercial, rural, industrial e residencial) é de R$ 80 o megawatt/hora.


