Segunda prévia do IGP-M registra deflação de 0,38%
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terça-feira, 21 de junho de 2005
Agência Estado 
Rio de Janeiro - O recuo dos preços no atacado e no varejo levou à deflação de 0,38% na segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), ante queda de 0,09% em maio, a menor taxa em dois anos. Segundo informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a valorização do real ante o dólar continua puxando para baixo os preços de insumos industriais e agrícolas no atacado. Além disso, os preços no varejo estão diminuindo devido a uma combinação favorável de fatores, como o repasse da recente queda de preços no atacado para o varejo, aliado à melhor oferta de alguns alimentos de peso, e à menor pressão de reajustes em preços administrados.
Para o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, com o resultado da segunda prévia - cujo período de coleta de preços foi do dia 21 de maio a 10 de junho - o IGP-M de junho deve fechar com deflação. ''Mas não sei se vai ser maior ou menor do que a do mês passado'', disse, lembrando que o IGP-M de maio fechou em queda de 0,22%. Entretanto, na primeira prévia de junho o indicador já tinha registrado queda de 0,30%.
Ao falar sobre a segunda prévia, Quadros considerou que o aprofundamento da deflação no atacado foi determinante para o recuo. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do IGP-M, passou de -0,52% para -0,90% de maio para junho, também a menor taxa desde junho de 2003. Houve quedas expressivas de preço nos produtos industriais (-0,69%) e agrícolas (-1,55%), favorecidas pelo câmbio.
Porém, para Quadros, a desaceleração na inflação do varejo foi mais importante do que a deflação no atacado. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de 0,82% para 0,05%, da segunda prévia de maio para a prévia em junho, beneficiado pelos recuos de preços em Alimentação (de alta de 1,01% para queda de 0,58%) e Habitação (de 0,73% para 0,38%). ''É o que todo mundo está esperando, o recuo de preços no varejo'', disse.
Até a segunda prévia de junho, o IGP-M acumula altas de 1,82% no ano e de 7,19% em 12 meses.


