Segunda etapa de expedição agrícola vai a 41 municípios
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segunda-feira, 28 de março de 2005
Agência Estado 
São Paulo - A segunda etapa do Rally da Safra 2005, expedição formada por agrônomos e técnicos que percorrem os principais pólos agrícolas do Brasil, voltou à estrada para a segunda etapa de viagens. Duas equipes partiram ontem, uma de São Paulo (SP), com destino a Barreiras (BA), e outra de Cuiabá (MT), para Petrolina (PE). Ao longo dos percursos, elas visitarão 42 produtores entre os dois trechos.
O objetivo do rali, realizado pela empresa Agroconsult, é levantar informações sobre as culturas de soja, milho, arroz, feijão e algodão e a infra-estrutura para o escoamento da produção. Além disso, avaliará a produção de mamona para biodiesel, no Estado do Piauí, e a produção de frutas e vinhos no Vale do São Francisco, na Bahia e Pernambuco.
A equipe São Paulo-Barreiras percorrerá 3,9 mil quilômetros até o dia 8 de abril, com visitas programadas a 16 produtores agrícolas em 19 cidades. Passará por São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Bahia. O engenheiro agrônomo André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult, realizará palestras sobre o mercado agrícola nas cidades de Itapetininga, Assis e Orlândia (SP), Uberaba (MG) e Catalão(GO), visitadas pela equipe.
Já a equipe Cuiabá-Petrolina rodará 5,3 mil quilômetros até 15 de abril, visitando 26 produtores em 22 cidades. Além das visitas, serão realizadas palestras com o engenheiro agrônomo Guilherme Bastos sobre mercado agrícola nas cidades de Primavera do Leste (MT), Santana do Araguaia (PA), Balsas (MA) e Uruçuí (PI).
''A segunda fase do rali tem características distintas da etapa anterior. Enquanto na primeira fase visitamos regiões de plantio tradicionais e já consolidadas, agora estaremos em regiões de fronteira com a equipe Cuiabá-Petrolina, em lavouras que existe m há menos de cinco anos'', explica André Pessôa.
A equipe São Paulo-Barreiras percorrerá regiões com agricultura diversificada. ''Itapetininga/SP é uma região de grãos e batata; em Orlândia, temos grãos e laranja; e, em Marília, cana-de-açúcar, café e grãos. Tivemos nesse trecho maior regularidade de chuvas e acreditamos encontrar os produtores com mais ânimo que aqueles que visitamos na primeira etapa do rali, castigados pela seca e pelo impacto na produção e nos preços'', diz Pessôa.
No Rally da Safra foram traçadas quatro rotas, percorridas por duas equipes em duas etapas - Campo Grande (MS) a Rio Grande (RS) entre 20 de fevereiro e 13 de março; Brasília (DF) a Sapezal (MT) entre 21 de fevereiro e 6 de março; Cuiabá (MT) a Petrolina (PE); e São Paulo (SP) a Barreiras (BA).


