Segmento de beleza tem boas opções
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domingo, 22 de junho de 1997
Agência Estado São Paulo 
Na área de beleza, além das franquias de perfumes e cosméticos, já tradicionais, o interessado tem outras opções, como salões de beleza. A chegada das franquias americanas The Barbers e City Lux nesse segmento de salão, esperada para breve, é oportuna. Elas poderão forçar uma queda dos preços dos serviços em salões de beleza, por causa do aumento da concorrência. Nessas franquias, afirma o presidente do Instituto Franchising, Marcelo Cherto, é preciso haver preocupação com treinamento. Já estão no mercado empresas como a Jacques Janine e a Mods Hair.
Se no ramo de salões as opções em franchising ainda são poucas, no segmento de perfumes e cosméticos elas são muitas. Quem está interessado nesse mercado vai encontrar opções com investimento inicial de R$ 1,5 mil a R$ 90 mil.
Para quem tem capital nas faixas menores, a opção são as empresas que fazem a comercialização de porta em porta. Além de não haver despesas com instalação nessa modalidade, há maior lucratividade na venda dos produtos, diz o diretor comercial da Francap Sistemas de Franchising, João Batista. Nessa modalidade, a lucratividade representa, em geral, 60% do faturamento.
Já quem estiver disposto a investir em loja terá de empregar capital médio de R$ 20 mil. O lucro equivale a 30% do faturamento. Uma vantagem em relação à venda de porta em porta é que os clientes, tradicionalmente, preferem ir até uma loja quando precisam comprar um presente. A embalagem mais caprichada atrai o consumidor, diz Batista. Prova disso é que 50% das vendas em lojas vêm de artigos para presentes.
Cherto acredita que o segmento de perfumes e cosméticos ainda é lucrativo, mas faz a ressalva: Em shoppings de São Paulo não há mais espaço. E completa: É preciso buscar novos mercados.
No fim da década passada, o brasileiro reduziu seus gastos com produtos de beleza, segundo o consultor de franchising Luiz Alberto de Castro Wille. Somente as vendas de batons ficaram estáveis, diz. Agora, as classes mais baixas voltaram a comprar produtos de maquiagem, o que fez crescer o número de consumidores e tornou o setor atraente. A classe média passou a adquirir mercadorias importadas e as de menor poder aquisitivo, as nacionais, afirma.


