Um Fórum permanente para discutir a cadeia produtiva de seda no Paraná, com vistas à verticalização industrial e acordos de cooperação técnica com países produtores e consumidores de casulo verde. Estas foram as principais definições saídas ontem do 1º Workshop da Política Sericícola do Brasil no Paraná, realizado no Village Praça de Eventos, em Cambé. O evento faz parte da programação paralela do 17º Congresso da Comissão Sericícola Internacional, que se encerra hoje.
Segundo o secretário executivo de Congresso e Delegado Federal do Ministério da Agricultura no Paraná, Mário Bezerra Guimarães, o Fórum Único da Sericicultura vai reunir todos os segmentos da cadeia produtiva do bicho-da-seda para dar continuidade às discussões e reivindicações do setor.
Guimarães observou que o congresso foi importante para despertar a importância econômica e social da sericicultura para o Paraná. Ele observou que o governador Jaime Lerner se comprometeu a dispensar a mesma atenção dada às montadoras de veículos para a verticalização da sericicultura no Estado.
O secretário de Estado da Indústria, Comércio e Desenvolvimento do Paraná, Nelson Justus, voltou a reafirmar a disposição do governo em utilizar recursos do Fundo de Desenvolvimento Estadual (FDE) para verticalizar a sericicultura. ‘‘Vontade política para isso é o que não falta, precisamos apenas adequar os recursos’’, afirmou. Justus afirmou que a implementação de programas de verticalização do setor vai depender do andamento dos projetos.
Durante o workshop também foi elaborada uma carta com reivindicações de toda a cadeia produtiva do bicho-da-seda. Entre as principais reivindicações, estão criação de linhas de crédito, desenvolvimento de pesquisase assistência técnica para o setor, fiscalização sanitária mais eficiente, entre outros.
Acordos Durante o Workshop, os membros da Câmara do Comércio da cidade de Como, na Itália, Emília Mancinelli e Renato Benedetti, apresentaram o projeto de Cooperação Técnica com o Paraná. Segundo Emília, o projeto foi apresenta em 1991, mas na época acabou não sendo implementado. Agora, segundo Guimarães, o projeto já foi firmado pelo secretário do Planejamento, Rafael Greca, que participou ontem do evento.
Segundo Renato Benedetti, o acordo de prevê desenvolvimento de pesquisa, treinamento, assistência técnica para os produtores. Benedetti disse ainda que a pesquisa visa desenvolver variedades de amoreiras mais produtivas e controle de doenças destas plantas e do bicho-da-seda. ‘‘O objetivo final do projeto melhorar o desempenho e a qualidade da produção brasileira para que o país passe a industrializar o fio’’, disse.

mockup