Curitiba - A ''explosão'' do mercado interno de massa, a realização de eventos de repercussão mundial, como a Copa 2014 e as Olimpíadas de 2016, a presença crescente dos países emergentes no cenário internacional e a demanda mundial de produtos básicos são algumas das oportunidades mostradas ontem pelo professor da Fundação Dom Cabral, José Pascoal Rosseti, a empresários paranaenses. A palestra do consultor aconteceu no Hotel Rayon, em Curitiba, durante fórum do Comitê de Presidentes da Paex, programa da Dom Cabral que visa melhorar a performance das empresas por meio de um novo modelo de gestão.
Eduardo Valério, associado da Dom Cabral no Paraná, explica que a ideia desses encontros é provocar nos empresários a reflexão sobre temas atuais. As modificações na economia brasileira por conta da crise internacional foi a proposta da palestra de Rosseti.
Da mesma maneira que mostrou uma série de oportunidades para os 60 presidentes de empresas paranaenses que assistiram à palestra, Rosseti fez um alerta de fatores que podem atrapalhar o Brasil, como as ondas protecionistas, a instabilidade política em países vizinhos e o alongamento ou agravamento do ''estado de crise'' na economia mundial. Também citou como ponto fraco, os gargalos da infraestrutura, baixo investimento em programas de inovação, o custo elevado dos financiamentos do setor produtivo, burocracia excessiva, sistemas regulatórios instáveis, educação e sistema de saúde precários, além dos altos índices de violência.
Rosseti chamou a atenção para o que ele chamou de ''redesenho do sistema econômico global'', cenário onde aparecem de maneira muito importante as nações, empresas e classes sociais emergentes. ''A Ásia é o continente econômico do século 21'', reforça o professor da Fundação Dom Cabral. Ele lembra que em 1990, a Ásia e a Oceania tinham 27,5% das empresas de capital aberto no mundo, sendo que em 2011, o índice saltou para 48%.
O processo de inclusão das classes média e média-baixa no mercado consumidor também foi destacado pelo professor. Ele lembra que nos últimos anos houve um upgrade de todas as classes sociais, especialmente B,C e D quanto às aspirações e acesso aos mercados. Na opinião de Rosseti, este é o século da inclusão sócio-econômica. ''Você aspira o que conhece e não possui. E como hoje as pessoas têm mais acesso à informação, elas têm mais aspirações'', avalia.

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