Secretários levam a ministro propostas de combate à aftosa
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terça-feira, 03 de abril de 2007
Rodrigo Lopes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Representantes de secretarias de Agricultura de 16 estados, incluindo o Paraná, apresentaram ontem ao ministro Reinhold Stephanes uma série de propostas para a implantação de um programa de fiscalização sanitária animal e controle da febre aftosa em regiões de fronteiras. O ministro se comprometeu a dar toda a atenção possível ao assunto e a buscar meios para conseguir recursos necessários à implantação de políticas estruturantes sobre o assunto.
A secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab) do Paraná foi representada na reunião por Inácio Kroetz, diretor do Departamento de Fiscalização Sanitária. O secretário Valter Bianchini não foi a Brasília para participar da solenidade de posse da nova diretoria do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).
Segundo Kroetz, o objetivo das secretarias estaduais era apresentar propostas para assegurar uma maior segurança no controle da entrada de animais nas fronteiras do Brasil. As medidas devem ser implantadas principalmente nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Acre, que fazem fronteira com Argentina, Paraguai e Bolívia. ''Trata-se de um programa estruturante e permanente, que deve ser promovido pelo governo federal em parceria com os estados'', disse Kroetz.
Além de pedirem a instalação de mais postos de fiscalização nas fronteiras, os secretários estaduais sugeriram que, nos casos mais extremos, o governo federal autorize o Exército a auxiliar a fiscalização. ''Não adianta você colocar um fiscal na fronteira sem que ele tenha segurança para barrar um caminhão carregado de animais'', justificou Kroetz.
O diretor da Seab afirmou que Reinhold Stephanes se mostrou ''altamente favorável'' às propostas dos Estados, já que o ministro teria a defesa sanitária como uma de suas prioridades. ''Ele está tratando da viabilidade do projeto, dando toda a atenção ao assunto e buscando recursos junto ao governo federal'', disse Kroetz.
Para o diretor, a implantação de políticas sérias de controle sanitário animal nas fronteiras podem inclusive acelerar o processo para que o Paraná volte a ser considerado área livre da febre aftosa pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Por ter perdido este status, cerca de oito países ainda mantêm o embargo à carne brasileira. Com isso, o Estado já deixou de exportar desde outubro de 2005 cerca de U$ 425 milhões (aproximadamente R$ 867 milhões. Segundo Kroetz, ainda não há previsão de quando a OIE pode rever sua postura, já que ainda espera um relatório sobre a situação do Mato Grosso do Sul, estado que faz divisa com o Paraná.


