Curitiba - O Sistema Nacional de Emprego (Sine) teria que passar por uma reestruturação para que fosse criado um sistema público de apoio ao trabalho, emprego e renda no País. A ideia é que fosse definido o papel da União, dos estados e dos municípios na gestão e na operacionalização do Sistema Público de Trabalho, como ocorre por exemplo, no Sistema Único de Sáude (SUS). Com isso, haveria mais agilidade na transferência de recursos.
O assunto foi um dos principais temas da 90ª reunião do Fórum Nacional de Secretarias Estaduais do Trabalho (Fonset) que teve a presença de secretários de todo o País nos últimos dois dias em Curitiba. De acordo com o secretário de Trabalho, Emprego e Economia Solidária do Paraná e presidente do Fonset, Luiz Claudio Romanelli, hoje o Paraná recebe cerca de R$ 6 milhões por ano para o Sine e seriam necessários R$ 30 milhões anuais.
A assessora técnica da Secretaria de Trabalho do Paraná e secretária executiva do Fórum Nacional de Secretarias do Trabalho (Fonset), Elietti de Souza Vilela, defende que seja definido em lei o papel dos três poderes na gestão, no cofinanciamento e na operacionalização do Sine.
Segundo ela, os principais resultados que poderiam ser obtidos com isso seriam redução dos gastos com seguro-desemprego e o retorno mais rápido das pessoas que estão desempregadas ao mercado de trabalho. Enquanto estas mudanças não acontecem Elietti diz que ocorre uma fragmentação do sistema, pulverização de recursos e baixa capacidade operacional.
O secretário defendeu ainda o engajamento dos agentes públicos das várias instâncias governamentais, parlamentares e da sociedade civil no fortalecimento da Rede Sine. ‘’Por iniciativa da deputada federal Fátima Pelas (PMDB-AP) foi criada a Frente Parlamentar em Apoio à Rede Sine. É o começo de um movimento que pretende fortalecer o sistema público de emprego e as agências do Sine. Elas são a porta de entrada dos trabalhadores, seja no mercado de trabalho, seja na capacitação e qualificação profissional. É preciso que o governo federal invista mais para que possamos prestar um atendimento melhor aos trabalhadores’’, disse.
Desde janeiro de 2011 até junho deste ano, o Sine auxiliou na recolocação de 294.419 pessoas no mercado de trabalho no Paraná que estavam desempregadas.

Ensino técnico
Ontem, no encerramento do encontro também foi discutido o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Segundo Romanelli deveria haver uma adequação dos cursos técnicos que hoje estão distantes da vagas disponíveis no mercado de trabalho. ‘’Há um abismo entre a educação e o mercado de trabalho’’, disse. Segundo ele, o sistema operacional do Pronatec deveria ser melhor para não ocorrer a perda de vagas.

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