Secretários da Fazenda reclamam das perdas
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sábado, 12 de janeiro de 2002
Agência Folha 
Brasília Os Estados chegaram a um acordo sobre a redução do imposto estadual, mas saíram ontem da reunião reclamando das perdas que vão ter com a mudança. Para os Estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, o governo federal fez os seus cálculos e ajustou o novo imposto dos combustíveis, a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), para arrecadar o que pretendia em 2002.
O secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Arno Augustin, disse que a idéia inicial da Cide era dividir a arrecadação com os Estados. A União entrou numa base (combustíveis) que era exclusiva dos Estados, disse. Segundo Augustin, os Estados vão participar de uma reunião técnica no próximo dia 22 que calculará as perdas com a redução do ICMS sobre combustíveis.
Para o secretário da Fazenda do Rio de Janeiro, Fernando Lopes, o governo federal também tem que fazer a sua parte e agir sobre os intermediários do setor de combustíveis. Se a Petrobras baixa o preço e os Estados baixam o imposto, alguém está aumentando a sua margem de lucro. Lopes defendeu os Estados que não reduziram imediatamente os seus preços de referência. Ele disse que a mudança não pode ser feita de atropelo porque afeta as finanças. E criticou a forma como o governo federal tratou o assunto, culpando os Estados.
O governo foi afetado pela falta brutal de planejamento e teve de adotar o racionamento de energia. Agora, escolheu um contraponto: a redução dos preços dos combustíveis, disse.
O secretário da Fazenda de Pernambuco, Jorge Jatobá, também acha que a arrecadação pode cair. Mas critica principalmente a previsão feita pelo governo federal de que o preço da gasolina cairá 20%. Nenhum homem tem como fazer essa previsão. Ninguém pode anunciar que os preços vão cair 20%. O mercado é livre, afirmou.


