Secretário nega estudo para alta de combustível
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sexta-feira, 20 de outubro de 2000
Agência Estado Do Rio 
O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera, disse ontem que ainda não está fazendo os cálculos para o reajuste dos combustíveis. Apesar de o governo já ter feito um exercício para um aumento de 5% no preço da gasolina em novembro, Considera negou que isso ocorrerá no próximo mês.
Não estamos trabalhando com reajuste nem discutindo o assunto no momento, afirmou. O porcentual de reajuste foi discutido durante reunião do Comitê de Política Econômica (Copom) no mês passado diante da elevação dos preços do petróleo no mercado internacional.
A média do preço do barril do produto já ultrapassou as expectativas da equipe econômica, que já foi revista para US$ 28. Com isso, a Parcela de Preço Específica (PPE, fundo formado pela diferença entre o preço da gasolina no mercado internacional e interno) tem registrado déficits consecutivos que deverão chegar a R$ 530 milhões, de acordo com estimativas preliminares. Esse resultado contrariaria a expectativa de conseguir um saldo positivo de R$ 800 milhões no ano, meta que já havia sido revista em meados de 2000.
Considera se reuniu ontem com representantes da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e do Ministério de Minas e Energia no prédio do Ministério da Fazenda, no Rio. Ele afirmou que o assunto do encontro era a desregulamentação do setor de combustíveis, que deverá ocorrer em dezembro de 2001, e não o aumento. O reajuste dos combustíveis tem de ser tratado em um foro ministerial, afirmou.


