A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e a Sociedade Rural do Paraná (SRP) criaram uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) visando elaborar o projeto de viabilidade do Arco Norte. De acordo com o presidente da Acil, Nivaldo Benvenho, um consórcio dos seis municípios deverá ser formado e vai absorver o trabalho da SPE já existente. ''Estamos caminhando a passos largos para realizar esse sonho'', afirma.
O problema é que o estudo deve custar em torno de R$ 2 milhões. Marcelo Mafra, que foi diretor do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e hoje atua como consultor do Arco Norte, conta que o governo do Estado já foi acionado para bancar essa conta. ''O Estado é quem deve correr esse risco de fazer o estudo'', alega. Para ele, dificilmente a iniciativa privada irá apostar no estudo de viabilidade uma vez que o empreendimento pode não se concretizar.
Procurado pela FOLHA, o secretário Estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, não se comprometeu em repassar a verba. ''Não podemos nos comprometer agora. O Estado enfrenta dificuldades financeiras'', ressaltou. Ele disse que o governador Beto Richa (PSDB) acaba de autorizar a contratação de um Plano Aeroviário para o Paraná, o que irá ajudar a definir as prioridades do Estado nesta área.
Richa Filho discorda do secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, que recomendou aos empresários londrinenses apressarem o Arco Norte uma vez que a região de Campos Gerais (Ponta Grossa) também está pleiteando um aereoporto de carga. Para Hauly, não há espaço para dois empreendimentos do tipo no Paraná. ''Entendo que há espaços para vários. Se não investirmos em infraestrutura vamos perder o bonde da história'', ressaltou Richa Filho. (N.B.)

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