Secretário lembra que acordo é preventivo
Brasília - O secretário Joaquim Levy afirmou que o governo prefere não sacar os recursos do FMI depois que a segunda revisão do acordo for aprovada. Ele lembrou que o programa assinado com o Fundo é preventivo e, por isso, pressupõe que não haja desembolsos de recursos. ''A menos que haja uma necessidade, preferimos não usar os recursos. Sai mais barato'', comentou o secretário.
O governo vai apresentar os avanços obtidos nos últimos meses, como a criação da conta investimento, que entrará em vigor no segundo semestre. Na avaliação do secretário, há hoje na economia muitos indicadores que mostram o fortalecimento da retomada da atividade econômica no País, entre eles os dados recentes da produção industrial.
''É um momento importante'', afirmou. Depois do forte ajuste da balança comercial, o mercado interno, comentou ele, começou a dar a a sua contribuição para o crescimento, sem que tenha havido redução do superávit comercial. ''O mais importante agora é ter clareza no rumo da política econômica, no rumo geral'', ressaltou Levy. Segundo ele, é justamente essa maior clareza que criará as condições para assegurar a confiança no País, permitindo novos investimentos no País.
Mais tarde, durante apresentação na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Levy disse que o governo está trabalhando para produzir uma clareza fiscal e regulatória que torne 2005 ''o ano de investimento no Brasil''.





