O secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, e o deputado estadual Barbosa Neto (PDT) divergem sobre a queda de arrecadação de ICMS em Londrina. Na semana passada, o deputado usou a Tribuna da Assembléia Legislativa para reforçar números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que apontam que, em 1998, Londrina tinha 6,6% do bolo tributário do Estado, mas hoje este índice caiu para 3,1%. ''Éramos o 2º em arrecadação e hoje somos o 6º'', afirmou o deputado.
''Fazendo uma análise da arrecadação de ISS (Imposto Sobre Serviço) não é isso que a gente percebe'', rebate Sella. A previsão de arrecadação de ISS para este ano é três vezes maior do que em 1999. ''Não estamos tendo um boom em crescimento, mas percebemos uma estabilização. O deputado se baseou nos números de 98 a 2002, momento em que Londrina passou por um tumulto e isso trouxe uma repercussão financeira, sim. Nesses últimos quatro anos a economia vem numa tendência a se estabilizar, crescendo paulatinamente'', argumentou Sella.
Para o deputado, os números não passam de uma constatação negativa para a cidade, que já perde em população para Joinville (SC). Barbosa Neto cita ainda que, depois de Curitiba, as maiores cidades em arrecadação do imposto são Aracáuria, São José dos Pinhais, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu. ''O PIB também cresceu no Brasil entre 98 e 2002 em 42%. No mesmo período, o Paraná cresceu 32% e Londrina 24,5%. Estamos em 57º em arrecadação no Brasil'', disse.
Na visão de Sella, quando uma região tem um crescimento estrondoso, outros municípios são atingidos negativamente. ''Os investimentos feitos em Curitiba e região nos oito anos de governo (de Jaime) Lerner não tem como os demais municípios competir. Quando um município cresce significativamente, ele está tomando o ICMS de alguém'', complementou Sella. Ainda conforme ele, em 1999, o município arrecadou R$ 15 milhões com o ISS. Em 2004, mais que dobrou, arrecadando R$ 37,5 milhões e, para este ano, a previsão é de arrecadar R$ 45 milhões com o ISS.

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