Secretário dos EUA decide adiar retorno
O subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Taylor, que deveria deixar a Argentina ontem à noite, adiou seu retorno para hoje, sem horário previsto. De acordo com o site do jornal Âmbito Financeiro, Taylor se reuniria na noite de ontem com representantes dos bancos argentinos, na residência do embaixador norte-americano em Buenos Aires, James Walsh. Após o encontro, um porta-voz dos banqueiros daria entrevista à imprensa.
Ontem, o banco Dresdner Kleinwort Wasserstein, num relatório detalhado sobre a Argentina, alertou que um substancial novo aporte de dinheiro ou uma mudança dramática nas condições externas (como, por exemplo, um forte enfraquecimento do dólar) parecem ser as únicas coisas que poderiam suspender o escorregão rumo ao precipício. Segundo o banco, sem essa ajuda, o prazo limite para que a situação atinja o seu ponto de crise será determinado pelo porcentual de perda de depósitos bancários. Uma análise anterior do Dresdner indicava que o sistema bancário argentino ainda possui um colchão de liquidez equivalente a 18% de seus depósitos. Na realidade, entretanto, os números são muito inferiores a isso, informou o banco. A porção utilizável de liquidez é representada pelos depósitos dos bancos no banco central argentino e em Nova York, o que soma atualmente cerca de US$ 7,7 bilhões.
Exército O forte ajuste fiscal do governo do presidente Fernando de la Rúa está atingindo intensamente as Forças Armadas. Por causa dos cortes orçamentários, o Exército argentino, que no passado recente foi o segundo maior da América do Sul, somente poderá funcionar em plenitude no mês de outubro, por causa das eleições parlamentares convocadas para esse mês. Antes disso e depois, passará por uma austeridade sem precedentes. O Exército só possui verbas para funcionar seis horas diárias em 4 dias semanais. No resto do ano, o país assistirá a cena inédita de um Exército praticamente paralisado, já que será parcialmente desativado por falta de dinheiro. No total, 75% dos militares receberão licenças, de forma rotativa, até dezembro. As missões de paz da ONU, nas quais o Exército participa, não serão atingidas porque são considerados compromissos internacionais. O Exército teve que suspender todas os eventos protocolares e os serviços de ajuda à comunidade. (Das agências)





