Secretário diz que meta é atrair empresas âncora
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domingo, 04 de março de 2001
Luciano Augusto De Londrina 
Envolvidos no Programa Sociedade da Informação (Socinfo) acreditam que ele pode dar certo, mas argumentam que o processo de implementação de suas idéias tem que claro e transparente.
O secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Ramiro Wahrahftig, comenta que a preocupação é implantar os princípios traçados no Livro Verde. Porém, ele argumenta que as necessidades são sempre maiores que as possibilidades.
Ramiro adianta que a meta é trabalhar na atração de empresas âncora do setor de tecnologia, consolidar a capacitação de mão-de-obra e fortalecer as pequenas e médias empresas. O objetivo é partir para a ação, frisa o secretário. O Paraná, conforme ele, já vem trabalhando na área desde meados dos anos 80 e hoje possui o segundo faturamento na área de tecnologia, atrás somente de São Paulo.
O coordenador do Programa Paraná Classe Mundial em Software, que acompanha e coordena a discussão do programa no Estado para a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, Márcio Spinosa, admite que existe o risco do programa se perder pela sua enorme abrangência. Mas, por outro lado, avalia que ele está sendo conduzido de maneira correta, porque é uma das únicas formas de inserção nessa nova economia que está se desenvolvendo.
Ele argumenta que o programa está bem embasado e que os gastos seguirão o que ficar estipulado no Livro Verde, que servirá como uma espécie de cartilha para o Governo. Outro fator positivo é que, embora ele não seja um programa de execução de projetos, o Socinfo articulará fontes de receita para construção de sistemas tecnológicos.
De acordo com Spinosa, está previsto para este ano um investimento de R$ 1,285 milhão. Até 2005, serão mais R$ 7,290 milhões. A diferença (nesse projeto) é que estão asseguradas as idéias e estão assegurados os recursos (para executá-las), afirma. Conforme Spinosa, o Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar) estará contribuindo com o Programa, haja visto que desenvolve projetos na área tecnológica.
Opinião semelhante tem o coordenador do grupo de trabalho sobre Bibliotecas Digitais do Programa Socinfo, Sérgio Góes. Ele frisa que as prioridades devem ser definidas pela própria sociedade, através de critérios claros. Para ele, o grande ponto do programa é a possibilidade do trabalho em rede entre corporações e sociedade civil organizada. E pode haver uso político do programa? Como a sociedade é política, existe o risco desse benefício, revela.
O professor do departamento do Informática da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Roberto Hexcel, que também está envolvido com a discussão do programa no Estado, avalia que o Socinfo é um programa super ambicioso, de tal forma que, se a maioria das coisas derem certo, já é um grande passo.


