Brasília - O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, alertou ontem para o risco de a greve dos fiscais da Receita Federal afetar os negócios de empresas brasileiras no exterior. Ramalho disse que as empresas podem perder os prazos de entrega de mercadorias. O problema é maior nos casos de empresas que exportam produtos destinados a linhas de montagem no exterior, como, por exemplo, a indústria de autopeças. ''A greve da Receita nos preocupa muito porque ela perturba a logística dos embarques e desembarques no País'', avaliou Ramalho.
A greve também afeta duplamente as exportações, já que muitos produtos importados são utilizados na produção nacional de bens que serão vendidos ao exterior. ''Há um fluxo de negócios de importação para exportação, com contratos e data para entrega a serem cumpridos'', disse o secretário.
Segundo ele, atualmente as empresas não trabalham com grandes estoques. Esse fator, disse ele, torna mais preocupante a situação porque pode afetar a contratação de negócios. As importações e exportações de quase todos os produtos de comércio exterior são afetadas pela greve.

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