Secretário diz que ajuste fiscal foi mal compreendido
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, disse que a reação do mercado às medidas anunciadas pelo governo mostra falta de compreensão do ajuste fiscal adotado. O mercado criou uma expectativa de medidas mais pirotécnicas. Os cortes são fortes, mas o mais importante é o passo adicional na construção de um novo regime fiscal, afirmou.
Ele disse que, mesmo com a resposta adversa, vê com serenidade o comportamento do mercado acionário. A Bolsa de Valores de São Paulo fechou ontem, no dia do anúncio, em queda de 0,34%, e a Bolsa do Rio de Janeiro, em alta de 0,62%. É importante que as pessoas entendam o que foi feito. É uma guinada na gestão fiscal, com metas que serão cumpridas, explicou.
No final do ano passado, com o agravamento da crise nos mercados do Sudeste Asiático, o governo editou um pacote de ajuste fiscal para economizar R$ 20 bilhões. O mercado gostou das medidas, mas elas não produziram os efeitos desejados nas contas públicas. Bier disse que grande parte desses cortes foram efetuados, mas não houve impacto forte no resultado primário (receitas menos despesas).
Ele disse também que o governo vai adotar todos os instrumentos para garantir esse resultado, inclusive implantar novos cortes. Todas as providências serão tomadas, mas acredito que isso não será necessário.
O ministro Edward Amadeo (Trabalho) afirmou que haverá um impacto negativo o momento é de incertezas. Na sua opinião, o corte no Orçamento é necessário para dar confiança ao mercado e atrair investimentos para o país. O que gera empregos são investimentos e eles requerem previsibilidade.





