O secretário da Fazenda de Londrina, Paulo Bernardo, disse ontem que não tem muitas informações sobre os títulos emitidos pelo município na década de 50, mas acredita que o caso poderá render discussões jurídicas. Ele citou o caso do morador Meton de Araújo, que tentou resgatar títulos no final do ano passado, mas a Justiça entendeu que o prazo para isso havia prescrito.
‘‘De acordo com a sentença judicial, o resgate teria que ser feito até 1972’’, diz Bernardo. A sentença foi proferida pelo juiz José Cichoki Neto. O advogado Reniy Guerra, de Caxias do Sul, especialista em dívida pública, disse que é normal perder ações como essa em primeira instância. Ele orienta os portadores a recorrer ao Tribunal de Justiça e, se necessário, ao Superior Tribunal de Justiça.
Meton de Araújo disse ontem à Folha que vai recorrer da sentença, proferida em janeiro último. Ele havia comprado 20 títulos na época em que o prefeito de Londrina era Milton de Menezes. Na administração seguinte, de Hosken de Novaes, Meton conseguiu trocar 10 títulos por impostos devidos ao município.
‘‘Depois disso, tentei resgatar os outros mas não consegui mais. Na prefeitura diziam que não tinha mais valor’’, disse. Segundo Meton, os títulos que estão em seu poder valem hoje mais de R$ 500 mil, de acordo com cálculos anexados à ação. FN27>(B.B.)

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