O Secretário da Indústria e Comércio do Paraná, Luis Mussi, lançou ontem o Programa Bom Emprego, em Rolândia (25 km a oeste de Londrina), durante almoço com empresários. Ele ressaltou que a prioridade, de acordo com o pacote de benefícios lançado pelo governador Roberto Requião, é promover a descentralização e a interiorização industrial nas várias regiões do Estado. A duração do programa será de 48 meses e terá por limite o valor do investimento permanente autorizado.
Conforme Mussi, o incentivo concedido através do ICMS incremental varia de 50% até o valor de 99% para instalação de novas indústrias ou mesmo para aquelas que pretendem ampliar a área instalada, as quais passam a ter direito do incentivo sobre o montante a ser investido no aumento do negócio.
Entre os municípios que terão benefícios de 50% estão Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Foz do Iguaçu, Paranaguá e outros seis. Entre os que terão 70% de incentivo estão Apucarana, Arapongas, Cambé, Campo Mourão, Toledo, Umuarama e mais sete municípios.
Os que serão beneficiados por 90% do ICMS incremental serão todos os demais municípios do Paraná, a exceção de Curitiba, Araucária e São José dos Pinhais. E os municípios com menos de 5 mil habitantes receberão incentivo de 99%. Com base neste benefício, o prefeito de Rolândia, Eurides Moura, convidou para participar de reunião com o secretário Mussi, um empresário do ramo de confecção de São Paulo, o qual anunciou grande interesse em investir no município.
''Estamos em fase de estudo de viabilidade, mas o incentivo de terreno e infra-estrutura concedido pelo município, somado ao benefício do ICMS oferecido pelo Estado só fortalece a nossa decisão de investir aqui'', comentou o empresário, que prefere manter em sigilo o seu nome e também o de sua empresa até que o acordo esteja fechado.
Preliminarmente o empresário anunciou que pretende investir numa indústria que terá 10 mil metros quadrados de área construída e deverá empregar 600 funcionários. Em busca de segurança e melhor qualidade de vida, ele disse que conhece outros empresários paulistas interessados em investir em Rolândia. ''Por uma série de fatores, São Paulo está insuportável'', explicou.

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