Brasília - Em mais um passo da análise da operação de troca de ativos entre a cervejaria brasileira AmBev e a belga Interbrew, foi aceito formalmente pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, e pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, o pedido de impugnação da operação apresentado pela concorrente Schincariol.
As secretarias deram o prazo de 20 dias, desde a última quarta-feira, para que os advogados e consultores da Schincariol apresentem estudos técnicos e pareceres que sustentem a alegação de que a operação AmBev-Interbrew é potencialmente lesiva à concorrência no mercado de cervejas do País.
Somente após a avaliação desses e de outros documentos que forem apresentados, além de conversas com representantes das empresas, as secretarias deverão anunciar seus pareceres sobre o tema. O Cade então julgará o processo. O Grupo Schincariol divulgou ontem uma nota comemorando o acolhimento do pedido. O advogado da empresa, Vinícius Camargo Silva, disse que ''serão apresentados estudos econômicos em diversos temas aptos a demonstrar os prejuízos ao mercado que a aquisição representa''.
A análise das duas secretarias será conjunta e não deverá ocorrer em rito sumário, ou seja, nenhuma etapa da avaliação e julgamento da operação poderá ser pulada. A SDE esclareceu que, em atos de concentração complexos, que envolvem a participação de terceiros como a intervenção da Schincariol na operação AmBev-Interbrew, devem ser ouvidos todos os argumentos e dado amplo espaço para defesa.

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