Secretaria monta barreiras volantes nas áreas suspeitas
A Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) montou barreiras volantes nas regiões onde há fazendas interditadas com suspeita de aftosa. Segundo o chefe do Departamento de Defesa Agropecuária da Seab, as barreiras que dão acesso às propriedades ''sempre existiram''. No entanto, a informação não é confirmada por pecuaristas e por pessoas ligadas às cinco fazendas - em Amaporã, Bela Vista do Paraíso, Grandes Rios, Loanda e Maringá - onde há suspeita de febre aftosa. A única barreira fixa instalada está em frente à entrada da Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira, onde um foco da doença foi confirmado.
''A estrutura sempre esteve montada, sempre houve desinfecção dos veículos nos acessos às propriedades suspeitas. Nossa estratégia é também utilizar o fator surpresa'', afirmou Baptista. A reportagem presenciou, por volta das 10 horas de ontem, técnicos da Seab saindo do núcleo carregando botas usadas no trabalho de desinfecção. Eles foram encontrados em uma das barreiras. O coordenador do curso de Medicina Veterinária do Cesumar, Raimundo Tostes, disse que ''as barreiras sempre existiram, mas em um determinado momento o funcionamento ocorreu com mais tranquilidade''. Populares residentes na região afirmaram à reportagem que ''há muito tempo não havia nada no local''.
Já o pecuarista Bruno Bonalumi, da Fazenda São Luiz, em Amaporã (43 km a oeste de Paranavaí), disse que na sua propriedade e nas vizinhas ''não têm barreiras faz tempo''. ''Toda semana veterinários da Seab passam pela minha propriedade, mas as vezes nem chegam perto do gado. Eles só perguntam para os administradores se está tudo bem e prosseguem'', enfatiza.
Situação semelhante ocorre na fazenda Flor de Café, em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina), de propriedade da família Turquino. Embora esteja interditada desde outubro do ano passado, nunca foram colocadas barreiras na entrada da propriedade. A cada três ou quatro dias, informa uma fonte da fazenda, os técnicos da Seab vão até o local e vistoriam o gado. (Fernanda Mazzini e Vera Barão)





