Marcos NegriniMultaTransporte sem certificado de vacina é multa na certa, avisa SeabO núcleo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de Maringá realizou ontem na BR 376, em Nova Esperança (Noroeste do Estado), uma blitz para coibir o trânsito de gado sem o certificado de vacinação contra a febre aftosa. A blitz fez ainda orientação sobre o trânsito de produtos de origem vegetal e de defensivos. Até o final da tarde os técnicos da Seab já haviam vistoriado mais de 80 veículos, e apesar do grande trânsito de caminhões de transporte de bois na rodovia, nenhum foi notificado.
O motorista ou criador que for autuado transportando bovinos sem o certificado de vacinação paga uma multa de R$ 58,00 por cabeça, e os animais devem retornar à propriedade de origem, onde recebem a dose contra a febre aftosa e permanecem de quarentena. ‘‘Mesmo que o criador estiver levando um animal de uma propriedade para outra, dentro do mesmo município, deve portar o certificado de vacinação’’, alerta o chefe do núcleo da Seab em Maringá, João Carvalho Pinto.
Ele explica que as blitz serão mais constantes em todo o estado. ‘‘O prazo de vacinação acabou no dia 31 de outubro, e apesar do acompanhamento vamos fechar o cerco atuando nas estradas onde o trânsito de animais é maior’’, afirma Carvalho Pinto. O Paraná não registra nenhum caso da doença há 32 meses, e o objetivo é manter a febre aftosa afastada do estado. Nos próximos meses, segundo Carvalho Pinto, será feira a sorologia em 17 mil bovinos do rebanho paranaense, e a ausência da febre aftosa vai garantir a liberação das exportações para mercados atrativos.
Com o Paraná e o Brasil considerados zona livre da doença, explica Carvalho Pinto, a carne nacional vai atingir preços até quatro vezes maior que os alcançados pelo produto hoje. ‘‘O criador deve estar consciente que estamos trabalhando pelo bem da própria atividade, que sem a febre aftosa será mais competitiva a nível de mercado externo’’, afirma. Na fiscalização de produtos de origem vegetal o principal alvo dos fiscais da Seab na região é a laranja. ‘‘Precisamos garantir a sanidade da laranja que vai para o consumo in natura’’, diz ele.
Os demais produtos são vistoriados apenas para orientar o produtor de como proceder no transporte e embalagem adequada em cada caso. ‘‘Nosso objetivo é mostrar ao pequeno agricultor que um produto bem apresentado tem um preço melhor no mercado’’, explica. Os fiscais vistoriaram ainda o transporte de agroquímicos, para tirar de circulação produtos de uso proibido nas lavouras.

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