Secretaria Estadual troca cursos profissionalizantes
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 29 de setembro de 1998
Guilherme Vieira 
O magistério e a contabilidade não fazem mais parte dos cursos profissionalizantes da rede estadual de ensino do Paraná. Em seu lugar estão sendo criados outras opções. A Secretaria Estadual de Educação iniciou ontem a implantação do primeiro curso Pós-Médio profissionalizante de Eletromecânica em Curitiba, que vai funcionar no Instituto Politécnico Estadual, no Boqueirão.
Vão ser oferecidas inicialmente 200 vagas para o curso de eletromecânica, com ênfase na manutenção de máquinas (mecatrônica). O convênio para implantação do curso foi assinado ontem, e faz parte do Programa de Expansão, Melhoria, e Inovação do Ensino Médio e Técnico do Paraná (Proem). O instituto vai receber R$ 800 mil, destes R$ 600 mil para equipamentos e o restante para obras de ampliação e reformas.
Segundo o diretor superintendente da Agência para o Desenvolvimento do Ensino Técnico do Paraná (Paranatec), Gerson Koch, inicialmente vão ser criados 12 centros tecnológicos dentro do Estado, seis voltados para a área industrial e outros seis voltados para a área agrícola. Koch informou que vão ser investidos R$ 12 milhões na implantação destes centros em todo o Estado, seis deles voltados para a tecnologia industrial e os outros seis para a área agrícola. Formamos nos últimos cinco anos 100 mil contadores nas escolas públicas e só três mil arrumaram emprego, uma taxa de empregabilidade muito baixa de apenas 3%.
Atualmente, segundo dados do governo do Estado, existe uma demanda de 500 mil vagas no mercado de trabalho que não são preenchidas por falta de pessoas especializadas. Inicialmente vão ser oferecidas cinco mil vagas nos cursos nas modalidades agricultura, pecuária, piscicultura, floresta, eletromecânica, eletrotécnica, química industrial, técnicas têxteis, e também na área de serviços como informática, vendas e publicidade.
Segundo Koch, estas vagas devem ser ampliadas à medida que as escolas mostrem interesse. Temos um módulo básico de 70% das vagas e os outros 30% podem ser ampliados e até modificados em conjunto com a iniciativa privada para atender as necessidades de uma determinada região. Desde que aprovados pela Secretaria de Educação, afirma.


