A informação divulgada no final da semana passada de que o Ministério do Trabalho terá de cortar em 30% os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) destinados à qualificação de trabalhadores, ainda não chegou à Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho do Paraná. Até o final da tarde de ontem, a Secretaria não tinha recebido nenhuma informação oficial de corte de verbas e trabalhava sem nehuma previsão de mudanças no Plano Estadual de Qualificação do Trabalhador.
Os recursos previstos para o Estado, este ano, são de R$ 14,8 milhões para a qualificação de 189 mil pessoas em todas as regiões. Segundo informações da assessoria de imprensa da secretaria, o Plano está em plena ação. A secretaria tem contratos com 17 instituições, responsáveis pela qualificação. Entre elas estão as cinco universidades estaduais e a Universidade Federal do Paraná.
Essas instituições executam os planos de ação, propostos e aprovados nos Conselhos Municipais do Trabalho, analisados pelo corpo técnico da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho e aprovados pelo Conselho Estadual do Trabalho.
O presidente do Conselho Municipal de Londrina, Samir Curi, também não tinha informações oficiais sobre corte de recursos do FAT até o final da tarde de ontem. Ele informou que haverá uma reunião, amanhã, do Conselho Estadual, quando o assunto deverá ser discutido. Segundo ele, em Londrina está prevista, para este ano, a capacitação de 8.509 trabalhadores em dezenas de cursos.
‘‘O Conselho Municipal é formado por três bancadas (trabalhadores, patrões e poder público), cada uma com seis representantes e seis suplentes. Portanto, abrangemos praticamente todas as áreas’’, observou Curi.
O assunto também deve ser discutido em reunião estadual da Força Sindical, hoje, em Curitiba, segundo adiantou o presidente da entidade para a região de Londrina, Sebastião Raimundo da Silva. ‘‘Em Londrina, temos 240 trabalhadores de sindicatos ligados à Força Sindical fazendo cursos. Até outubro, devem passar pelo programa cerca de 900 e ainda temos dois mil esperando vagas’’, enumera.
O corte de 30% anunciado pelo Ministério do Trabalho equivale a R$ 145 milhões. Com isso, a estimativa é que aproximadamente 800 mil trabalhadores deixem de ser qualificados no País.

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