Seca reduz oferta de leite no Paraná
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terça-feira, 20 de maio de 1997
Vânia Casado Sucursal de Curitiba 
A oferta de leite aos laticínios do Paraná foi reduzida entre 15% e 17% em todo o Estado, em consequência da estiagem que reduz a disponibilidade de pasto natural. Pelo menos 12 milhões de litros deixaram de ser entregues entre janeiro e maio. O setor está amargando uma perda de R$ 1.680.000,00. A redução na oferta de leite está mais acentuada na região Norte, enquanto na região Sul, na bacia leiteira de Castro, as cooperativas - melhor estruturadas e organizadas - estão recorrendo à silagem e ração, apesar do aumento de custos.
Segundo levantamento feito pelo Deral, em maio a produção caiu de 73 milhões para 61 milhões. O técnico Guilherme Oscar Richter acha que a tendência para junho não é animadora: os produtores não conseguiram plantar as pastagens de inverno em decorrência da seca. A previsão é confirmada pelo presidente da Cooperativa de Laticínios de Curitiba - Clac - Wilson Thiensen. Segundo ele não vai ser possível recuperar as pastagens e a quebra de produção deverá ser maior em junho.
Na região metropolitana de Curitiba a oferta de leite é 10% menor em relação ao ano passado. Na Clac as entregas no mês de maio deverão totalizar 4,8 milhões de litros, contra 4,9 milhões no mesmo período de 96. Mas a previsão inicial era de receber 5,6 milhões de litros, o que resultou na perda de 800 mil litros. No mês passado, a produção também ficou abaixo da expectativa. O recebimento real foi de 4,6 milhões de litros, inferior à previsão de 5,14 milhões de litros. No ano passado, no mesmo mês, foram entregues 4,61 milhões de litros.
Para o presidente da Clac, Wilson Thiensen, a cooperativa estava apostando no aumento de produção previsto para esse ano, em função dos investimentos feitos para que o produtor incorporasse tecnologia no sistema de produção. Os resultados que poderiam ser obtidos com o processo de melhoramento genético do rebanho foram frustrados este ano.


