Seca reduz colheita de milho e feijão
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quinta-feira, 24 de abril de 1997
Vânia Casado Sucursal de Curitiba 
ArquivoReflexo no mercadoMilho é a lavoura mais prejudicada pela seca. Preço deve explodir em junho As perdas provocadas pela estiagem que castiga o Paraná já somam R$ 40 milhões entre os prejuízos com o milho safrinha e o feijão da seca. Elas poderão ser ampliadas se for confirmado o recuo no plantio do milho safrinha. Segundo o Deral, antes de a seca se agravar faltava plantar 8% da área estimada inicialmente para o plantio, que corresponde a 56 mil ha. Tudo indica que essa área não será plantada e a previsão de plantio que era de 706 mil ha, cai para 650 mil ha, admitiu a agrônoma Vera Zardo, do Deral.
Além do prejuízo com a safrinha, já está ocorrendo uma redução na entrega de leite para os laticínios. Como a estiagem está ocorrendo no Estado inteiro, Vera Zardo acredita que a diminuição na oferta de leite seja geral, mas ela salienta que nas regiões de Umuarama e Ponta Grossa o problema está mais acentuado.
A quebra estimada na produção do milho safrinha é de 18%, que vai provocar uma redução da ordem de 300 mil t. Os prejuízos para os produtores estão avaliados em R$ 31,9 milhões. A estimativa inicial de produção de 1,7 milhão de toneladas cai para 1,4 milhão de t. As maiores quebras estão localizadas nas regiões Oeste e Sudoeste. Em Francisco Beltrão, as perdas devem atingir 40% das lavouras e 30% em Toledo.
Essas perdas são irreversíveis, já que as lavouras atingidas estavam em fase de floração e frutificação. A maior parte, 66% do plantio, está em fase de desenvolvimento vegetativo, que poderá ser recuperada se voltar a chover regularmente no Estado.
A produção do feijão da seca deverá ser 16% menor e os prejuízos financeiros já somam R$ 8,7 milhões. A estimativa inicial previa uma produção de 92.400 t e com a estiagem foi reduzida para 77.600 t. A redução poderá ser maior se permanecer o quadro de estiagem. As lavouras mais afetadas estão localizadas nas regiões de Ponta Grossa e Jacarezinho, com quebras de até 30%, avaliou o Deral.
As pastagens estão em estado crítico, mas não foram detectados sinais de perdas significativas de peso dos animais, no caso da pecuária de corte. É que antes do período de estiagem as chuvas foram abundantes e as pastagens estavam em ótimo estado. Já na pecuária de leite, a preocupação é com a proximidade do período de inverno, quando cai o rendimento das pastagens.
A estiagem não provocou perdas na soja safrinha, já que 90% do plantio está em desenvolvimento vegetativo, podendo recuperar-se caso ocorram chuvas regulares nos próximos dias. A maior concentração de plantio está na região de Toledo.


