Seca prolongada atrasa a colheita da mandioca no PR
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segunda-feira, 30 de agosto de 2004
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Indústrias de amido de mandioca estão enfrentando dificuldades para conseguir a matéria-prima necessária à fabricação do produto. O excesso de chuva no primeiro semestre e a seca que dura mais de 40 dias nas regiões produtoras do Paraná atrapalham a colheita da raiz. O resultado da baixa oferta é que o preço da mandioca subiu 25% nos últimos 30 dias, passando de R$ 200,00 para R$ 250,00 por tonelada.
A falta de chuva também atrasou o plantio da safra 2004/2005. Segundo João Eduardo Pasquini, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam), entre 30% e 40% da área foi plantada desde maio. O índice normal, para a época, varia de 50% a 60%.
Ele informou que o Estado deve cultivar 200 mil hectares na safra 2004/2005. Em 2003, a cultura ocupou 170 mil hectares, que devem render 3,4 milhões de toneladas de raiz até o final do ano. A estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) é mais conservadora.
Segundo o site do órgão, o Estado cultivou 161.791 ha em 2003, que renderão 3,075 milhões de toneladas de raiz até o final de 2004. Na safra que está sendo plantada, o Deral estima que serão cultivados 175.404 ha que resultarão em 3,577 milhões de toneladas. Pasquini acredita que a área será maior que a estimada porque o preço pago pela raiz deve estimular os produtores. O Paraná é o terceiro maior produtor do Brasil.
No ano passado, as fecularias nacionais produziram 428 mil toneladas de fécula. A expectativa da Abam é que a produção aumente para 600 mil toneladas em 2004. ''Entre 2005 e 2006, nossa meta é atingir um milhão de toneladas'', disse, lembrando que o setor não produz mais porque a oferta de matéria-prima ainda é insuficiente. ''Além disso, os preços precisam ficar mais competitivos para podermos concorrer com o amido de milho'', finalizou Pasquini.


