O longo período de estiagem na região Oeste do Paraná tem preocupado produtores e técnicos da Secretaria da Agricultura que acompanham o desenvolvimento das culturas de inverno. Além das plantações, a pastagem também está sendo atingida pela falta de chuvas que impede a germinação da grama, deixando o capim seco e com poucos nutrientes.

Segundo o técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), José Pértile, a preocupação é com os produtores que plantaram o trigo mais tarde, cujo grão ainda está em fase de desenvolvimento. Ele prefere não falar em prejuízos, pois aguarda a chegada das chuvas que deverão contribuir para a completa formação dos grãos.

Se a falta de chuvas prejudica o trigo em desenvolvimento, as plantações da cultura que se encontram em fase de floração, maturação e frutificação, ou seja, que estão se aproximando do período de colheita, estão sendo beneficiadas. ''O trigo que começa a ser colhido nessa época é de excelente qualidade, pois escapou das geadas, do granizo e não está sofrendo a ação das chuvas de grande intensidade''.

Outra cultura que vem causando preocupação a técnicos e produtores é a do feijão que necessita de grande quantidade de chuva para melhorar seu desenvolvimento, após o plantio. Pértile explica que grande parte dos produtores plantou durante o início da estiagem apostando nas chuvas futuras. ''Para a cultura de feijão é necessária bastante água, principalmente nessa primeira fase de desenvolvimento'', relata.

Os pecuaristas também estão preocupados com a insistente falta de chuvas, principalmente no que diz respeito à qualidade do capim, principal fonte de alimento dos animais. A última geada registrada há cerca de 25 dias queimou o pasto, e a falta de chuva não permite que ocorra a germinação de novas plantas. ''A preocupação ainda não é alarmante, mas começa a aumentar a medida que o gado está comendo a massa seca e não há rebrota'', avalia Valdir Lazarini, presidente da Sociedade Rural do Oeste do Paraná.

Para desanimar um pouco mais produtores e técnicos, o Serviço de Metereologia do Paraná (Simepar) não tem qualquer previsão de chuvas para os próximos quatro dias na região Oeste. A explicação é de que existe uma massa de ar quente sobre a região impedindo a formação de umidade suficiente para a geração de nuvens.

Seca ocorre em todo o Paraná. Como é entressafra na maior parte do Estado, os prejuízos não são muitos, por enquanto. Se continuar assim até setembro, clima deve atrasar plantios de verão.

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