Seca pega produtor sem seguro agrícola
Vânia Casado
De Curitiba
A Fetaep sugeriu ontem que o produtor deve recorrer ao seguro agrícola quando achar que a perda em sua lavoura estiver entre 20% e 25%, com perspectiva de aumentar. Quem não fez o seguro pode prorrogar a dívida, segundo o assessor econômico Sergio Gutierrez.
O problema é que esse ano foram feitos poucos seguros de crédito rural pelo Proagro. Os bancos se recusaram a atender os pedidos, alegando que demora muito tempo entre o desembolso do recurso e o ressarcimento por parte do Tesouro da União.
A Superintendência do Banco do Brasil no Paraná não soube informar quantos contratos de proagro foram feitos nessa safra 99/2000. Mas admitiu que os contratos de seguro estão caindo ano a ano.
Gutierrez lembra ao pequeno produtor que fez o Proagro que ele tem mecanismo de se proteger dos efeitos da estiagem. Quem acha que está com um nível de perdas acima de 20% deve pedir a visita da assistência técnica para fazer vistorias de comprovação de perdas agora, salienta. Isso porque se o produtor deixar para apurar as perdas no final da safra, pode não ter como provar que teve a perda, justifica.
Para quem não fez o proagro, o produtor pode prorrogar a dívida por um dois contratos, com os mesmos juros pactuados no contrato original, disse Gutierrez. Segundo ele, essa cláusula está no manual de crédito rural.
Pronafinho
Pronaf A Superintendência do Banco do Brasil no Paraná recebeu mais R$ 5 milhões essa semana que serão aplicados na linha de crédito rural Pronafinho. Essa linha empresta em média R$ 1.300,00 por produtor para financiar o custeio. Com esses recursos, o BB conclui o atendimento de 50 mil contratos, que corresponde a toda a demanda dessa linha de crédito, inclusive dos produtores que não eram clientes do banco mas que figuravam na lista apresentada pela Fetaep.
Mas continua faltando crédito da linha de crédito do pronaf tradicional. Gutierrez não tem mais esperança que o dinheiro seja liberado, mas alertou à direção do BB para evitar a mesma situação no ano que vem. Segundo ele, a demanda por essa linha de crédito, que empresa em média R$ 3.500,00, teve uma explosão esse ano, em função do aumento dos custos dos insumos.
No total, o BB liberou R$ 142,3 milhões que foram aplicados no financiamento de 71.843 contratos, sendo 50.000 do Pronafinho, que absorveu R$ 134,12 milhões. o restante, em torno de 20 mil contratos foram feitos na linha Pronaf tradicional.





