Seca obriga desova de boi gordo para abate
Vânia Casado
De Curitiba
O prolongamento da estiagem vai obrigar o pecuarista a desovar o boi do pasto no máximo em 10 dias. A previsão é do médico veterinário da Secretaria da Agricultura, Adélio Borges. Segundo ele, o clima seco e a eclosão de focos de queimadas nas áreas de pastagens da região Norte têm preocupado o pecuarista, que deve abrir mão de manter o boi no pasto para evitar prejuízos.
Na região Sul, os pecuaristas que estão recorrendo ao aluguel de pastagens que ainda têm alguma oferta de massa verde, já se deparam com o esgotamento desse mecanismo utilizado para segurar os animais no campo, em função da seca. Se a estiagem se prolongar o quadro se complica para o lado do pecuarista porque o gado começa a perder peso e o custo da alimentação suplementar vai pesar no bolso, avalia o técnico.
Nas pastagens alugadas, os animais se movimentam mais em busca de alimentação e perdem peso. Na região Norte já não existe mais pastagens, disse Borges. Segundo ele, as pastagens que estavam rebrotando foram todas queimadas pelas geadas ocorridas em meados do mês passado e posteriormente pela estiagem. Somente um volume de chuvas suficiente é que vai permitir a rebrota rápida, comenta.
Além do esgotamento das pastagens ou pelas geadas ou pela estiagem, os pecuaristas estão convivendo com o pesadelo das queimadas, principalnte aqueles que tem suas propriedades às margens das rodovias asfaltadas. Para evitar o alastramento do fogo, pecuaristas estão recorrendo ao acero, um roçado bem baixo, 1,5 metro de cada lado da cerca.





