Porto Alegre - O milho é a cultura mais afetada pela estiagem no Rio Grande do Sul. A Associação Rio-Grandense de Empreendimento e Assistência Rural (Emater) estima que a quebra de 20,3% (da safra 2001/02), pode ser bem maior em relação ao esperado inicialmente. A queda, na estimativa inicial, deve representar 979 mil toneladas, segundo o levantamento da Emater, que projetava produção de 4,821 milhões de toneladas. O mercado trabalha com queda superior a 1,2 milhão de t.
O rendimento previsto inicialmente, de 3.205 quilos por hectare, caiu para 2.554 na atual estimativa da entidade. O secretário da Agricultura, José Hermeto Hoffmann, relembrou que o milho sofreu uma redução de área de 10% nesta safra e a estiagem representa uma perda adicional.
Hoffmann disse que considera ‘‘conservadora’’ a projeção da Emater, que utiliza a média das três últimas lavouras para calcular a expectativa de safra. Para ele, é importante a intervenção do Ministério da Agricultura neste momento, quando começa um movimento especulativo.
‘‘Uma medida importante seria trazer milho do Centro-Oeste e do Paraná para estocar no Rio Grande do Sul e evitar a pressão especulativa do mercado’’, afirmou.
O Rio Grande do Sul que normalmente se abastece de milho no Paraná, este ano deve aumentar suas compras, a exemplo do que acontece com o Estado de Santa Catarina.

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