São Paulo - A estiagem que atinge o Paraná há mais de 60 dias ameaça a segunda safra de feijão do Estado. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Paraná, disse que ainda não é possível precisar qual será o prejuízo do produtor, mas confirma que a produção estimada em 150 mil toneladas não será alcançada.
No levantamento de campo, fechado na semana passada, o Deral avalia que 40% da lavoura está em condições satisfatórias, 40% em boas condições e 20% em situação ruim. Por enquanto, os preços no Paraná não sofreram alterações. No atacado, a saca de 60 kg de feijão carioca está sendo vendida a R$ 50/R$ 60,00 e a de feijão preto, a R$ 55/R$ 60,00, mesmos valores desde 18 de março.
No Estado de São Paulo, maior consumidor de feijão, também há mais de um mês não há alteração nos preços. Edemar Viotto, corretor oficial da Bolsa de Cereais de São Paulo, disse ontem que não há receio de falta de produto, mesmo com a estiagem no Paraná e no Estado da Bahia, onde, segundo o Deral, a quebra será de 50%.
Segundo ele, o mercado paulista de feijão é abastecido pela produção do Estado, de Goiás e Minas Gerais, onde a safra tem transcorrido sem problemas. ‘‘O ciclo de feijão também é relativamente curto, de 90 dias, então o mercado acaba sendo abastecido com safra nova toda semana, o que garante oferta do produto’’, diz Viotto. Em São Paulo, a saca de feijão está sendo vendida entre R$ 60,00 e R$ 68,00.

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