Os rumores de que a seca nas lavouras do sul de Minas Gerais (déficit hídrico de 190,1 milímetros em agosto) poderiam provocar alta do preço do café, não se confirmaram até ontem. Ao contrário do que se esperava, os preços continuam baixos.®MDBO¯ Algumas reações, se houver, devem se manifestar no final de setembro ou início de outubro.®MDNM¯

A opinião é do corretor de café, Marcos Bacceti, da Bacetti Corretora de Café e Cereais, baseado na tradição de que a falta de chuvas deve entrar em um estágio crítico, no período citado acima, por ser decisiva para a produção da próxima safra.


Para fins especulativos, no entanto, mercado não deve ignorar a variável clima. Afinal, a seca é uma evidência em Minas Gerais. Em Varginha, o índice pluviométrico, no mês passado, foi de 12,6 mm, ficando 35% abaixo da média histórica de 19,6 mm, no período de 1974 a 2000.

A estimativa para a safra mineira 2001/2202 é de 12,2 milhões de sacas, sendo que 10,720 já foram colhidas, o que representa 88% do total previsto. No Paraná, condições climáticas estão normais e favorecem produção prevista de 540 mil sacas, com colheita efetuada de 80% desse total (430 mil sacas).

''O mercado, tendo como exemplo a situação das lavouras mineiras, tende a tentar explorar as adversidades climáticas, tanto do lado produtor, como vendedor, mas, na realidade, preços continuam baixos, principalmente nos últimos três meses. E quando pensamos num contexto global, mesmo que haja uma quebra nesta safra de Minas, ela será de no máximo dois milhões de sacas, o que não tem grande representatividade mundial nem local'', comentou Bacceti.

Nos últimos três meses, preços no mercado paranaense variaram de R$ 102,00 a R$ 116,00 a saca. Ontem, cotação da Bolsa de Cereais e Mercadorias de Londrina indicou preço mínimo de R$ 98,00, e máximo de R$ 100,00/saca.

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