Seca compromete milho em 13 municípios do RS
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Porto Alegre Treze municípios gaúchos decretaram situação de emergência por causa da estiagem. O balanço foi feito no começo da tarde pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul e a tendência é de aumento deste número. A falta de chuvas não é generalizada, mas começa a preocupar algumas microrregiões do Estado, disse o presidente da Comissão de Grãos da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Jorge Rodrigues.
Em Tupanciretã, no centro-oeste do Estado, a 425 quilômetros de Porto Alegre, não chove há 40 dias em algumas áreas, disse o secretário municipal de Agricultura, Erton Vargas. Cerca de 1.500 dos 8 mil ha cultivados com milho já estão perdidos, relatou o secretário. Outros 4 mil ha estão em condições críticas e cerca de 2 mil ha já estão em fase de colheita. Tupanciretã semeou a maior área de soja do Estado em um mesmo município na safra 2000/01, com 80 mil ha.
Na cultura, o secretário estimou as perdas em 15% dos cerca de 87 mil hectares plantados na safra 2001/2002. A produtividade de leite caiu 50% por causa da falta de pastagens, disse Vargas.
O escritório da Emater em Erechim informou que as chuvas são insuficientes nas 50 cidades de sua área de abrangência, no norte e nordeste do Rio Grande do Sul, disse o assistente técnico regional Luiz Busatta. Há cidades com perdas de 60% no milho e outras, com 5%. A falta de umidade poderá representar um problema para os todos os produtores no plantio do milho da safrinha. A região de Erechim trabalha pouco com a safrinha, observou o técnico, mas teria condições de começar o cultivo de milho com o fim da colheita de feijão.


