Ribeirão Preto - A seca prolongada acentuou a quebra da produção de cana no Centro-Sul do País no mês de agosto e a previsão é que o cenário se agrave nos próximos meses. De acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira (12) pela Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), dados do CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) mostram que o rendimento dos canaviais colhidos em agosto foi de 70 toneladas de cana por hectare (10 mil metros quadrados), ante as 77,64 toneladas do mesmo período do ano passado, o que representa uma redução de 9,85%. Desde abril, a produtividade média é de 78,44 toneladas por hectare, ante as 81,20 toneladas do acumulado da safra passada no mesmo período.

Os reflexos da seca serão ampliados nas próximas quinzenas, de acordo com Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica. Conforme ele, a quebra será intensificada à medida que a colheita avançar para áreas mais afetadas pela seca e com lavouras mais velhas - que têm produtividade menor.

Na segunda quinzena de agosto, foram moídas 43,31 milhões de toneladas de cana, alta de 10,83% em comparação com o mesmo período de 2017. Desde o início da safra, em abril, o crescimento acumulado é de 2,33%, com 391,77 milhões de toneladas processadas pelas usinas do Centro-Sul do País.

Uma em cada cinco usinas consultadas pela Unica devem adiantar o encerramento da safra em ao menos um mês. Isso fará com que a entressafra, período que normalmente vai de dezembro a março, seja maior neste ano. É neste período, também, em que tradicionalmente o preço do etanol sobe nos postos de combustíveis, devido à menor oferta em relação ao período de safra.

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