Para facilitar a exportação de produtos fabricados por pequenas e médias empresas, o Sebrae oferece cursos que visam preparar o empresário. Sérgio Garcia Osório, gerente regional do Sebrae em Londrina, afirmou que a burocracia é inevitável num processo de exportação. ''A primeira operação parece muito complicada, mas com o tempo as coisas ficam mais fáceis'', disse.
A dica, segundo ele, é buscar orientação em órgãos e instituições competentes. ''O ministério das Relações Exteriores, por exemplo, realiza pesquisas para identificar possíveis importadores. Outro caminho é procurar as embaixadas brasileiras''.
Atualmente, de um universo de 5 milhões de empresas formais no Brasil, apenas 16 mil exportam. Desse volume, 5% são pequenas e micros. No Paraná, existem 500 mil empresas formais, mas apenas 1750 vendem para o mercado externo. ''É muito pouco'', considerou Sérgio.
Ele acredita que os pequenas empresas não exportam mais porque têm medo do desconhecido. ''As pessoas se assustam com as regras e a língua do outro país.'' Segundo o gerente do Sebrae, o crescimento no volume de exportações também é benéfico para competir no mercado interno. ''Para atender as exigências dos importadores, a empresa acaba melhorando os métodos de fabricação e gestão, tornado-se mais competitiva'', opinou.

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