Sebrae e Cefet dão apoio para projetos de aporte tecnológico
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de setembro de 1997
Cláudia Lopes Londrina 
Dorico da SilvaInvestindo em pessoalPaulo Di Chiara, Heverson Feliciano, Gina Manfredini e Sérgio de Oliveira: bolsas para recursos humanosO Sebrae e o Cefet enviam na próxima semana ao Ministério da Ciência e Tecnologia projetos de 15 construtoras de Londrina interessadas em adquirir bolsas do RHAE - Recursos Humanos em Áreas Estratégicas. As bolsas serão usadas num programa para evitar desperdícios, perdas e falhas nos canteiros de obras, elaborado pelo Sebrae em conjunto com o Sinduscon - Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná.
No mês passado, 11 empresas de Londrina e região de áreas de metalmecânica, eletroeletrônica, qualidade e química tiveram seus projetos aprovados pelo Ministério, recebendo bolsas do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) de recursos humanos, que variam de R$ 1 mil a R$ 4 mil para contratação de profissionais. Entre elas, Tamarana Metais, Indrel, Rota, JJR Engenharia e Dib Indústria de Componentes para Injeção Diesel. A coordenação do projeto é feita pelo Sebrae em parceria com o Sindimetal - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e, a elaboração, pelo Cefet-Pr/Cornélio Procópio.
O programa RHAE tem por objetivo capacitar tecnologicamente empresas em atividades estratégicas como eletroeletrônica, informática, metalmecânica, química e petroquímica, biotecnologia, construção civil e meio ambiente, segundo Paulo de Chiara, consultor do Sebrae.
Este tipo de bolsa resolve o problema da pequena empresa, que praticamente não tem acesso à tecnologia, garante Sérgio de Oliveira, professor do Cefet. Gina Manfredini, gerente de Recursos Humanos da Rondopar Chumbo e Derivados, conta que a empresa implantou programa semelhante entre 95 e junho deste ano. Com a bolsa, pudemos contratar dois engenheiros químicos para melhorar o processo na fabricação de baterias. O projeto foi um sucesso. Tanto que, um de nossos setores, o moinho que produz óxido de chumbo, teve um aumento de produtividade de 30% por causa da pesquisa dos engenheiros, diz. Os dois profissionais foram contratados pela Rondopar depois do término do projeto.
Heverson Feliciano, gerente do Sebrae em Londrina, diz que a intenção da entidade, através deste tipo de trabalho, é trazer inovações tecnológicas para as pequenas empresas da região. Também estamos colocando a disposição dos empresários o Programa de Apoio Tecnológico a Micro Empresa, o Patme, que viabiliza recursos entre R$ 2 mil e R$ 6 mil para aporte tecnológico, conta. O Sebrae paga 70% do custo, desde que não ultrapasse os R$ 2 mil, segundo o gerente.
Feliciano diz que não é necessário formar grupos de empresas para tentar a aprovação de projetos dentro do programa RHAE. Os interessados podem procurar o Sebrae ou o Cefet.


