Brasília A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda emitiu semana passada parecer recomendando ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a punição a cinco empresas farmacêuticas por prática de cartel internacional no mercado de vitaminas. As empresas são: F.Hoffmann - La Roche; Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos; Basf Aktiengesellschaft, Basf S.A.; Aventis Animal Nutrition Brasil; e Rhône-Poulenc Animal Nutrition. A Seae quer que essas empresas sejam multadas pelo Cade, além de punição para 11 dirigentes.
De acordo com o parecer da Seae, o cartel mundial de vitaminas funcionou de 1989 a 1999, sendo condenado tanto nos Estados Unidos como na União Européia. ''O cartel objetivava fixar preços e repartir os mercados mundiais das vitaminas A, B2, B5, C, E e betacaroteno e pré-misturas de vitaminas'', diz o parecer.
A Seae argumenta que os impactos sobre o mercado brasileiro foram verificados pelos dados de importação dos diversos tipos de vitaminas vendidas pelas empresas do cartel. Na América Latina, havia apenas uma fábrica da Basf para síntese de vitamina à época do cartel. Todas as demais vitaminas eram importadas as empresas participantes do cartel chegaram a importar 80% do total das vitaminas A e E que entram no País.

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