A Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico), ligada ao Ministério da Fazenda, concluiu que não houve combinação para aumento no preço do trigo no Estado do Paraná.
O resultado foi obtido em investigações preliminares sobre a suposta formação de cartel dos produtores de trigo no Estado.
Segundo o secretário de Acompanhamento Econômico, Claudio Considera, as investigações sobre o caso serão encerradas, pois não houve confirmação das denúncias.
Há menos de um mês, a Seae começou a apurar informações de que os produtores tinham se reunido para combinar reajuste no preço do trigo em razão da quebra da safra no Estado.
De acordo com as denúncias - agora consideradas sem fundamento - o aumento acertado ficaria entre 17% e 22%. O secretário argumenta que, caso o reajuste tivesse sido aplicado aos preços, os produtores paranaenses teriam perdido mercado. O Paraná é responsável por 10% do trigo consumido no país.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria Moageira de Trigo (Abitrigo), Roland Guth, entrevistado ontem à noite por este jornal para comentar a decisão, considerou normal e justo o resultado uma vez que não há condições para combinações sobre aumento de preços. Ele disse ainda que o setor sempre colaborou para a estabilidade econômica.

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