Seab reavalia quebra em torno de 16%
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de março de 2005
Reportagem Local 
Curitiba A estiagem ocorrida no Paraná está preocupando não só os agricultores mas toda a sociedade, principalmente os comerciantes. As perdas financeiras dinheiro que deixará de circular na economia estadual estão projetadas hoje em mais de R$ 1,10 bilhão. A redução da produtividade da soja é responsável por 79,8% desta projeção, enquanto que o milho ocupa o segundo lugar, com 10,2%, e o restante, 10,0% é proveniente de outras culturas.
Os cálculos foram realizados pelo responsável pelo Setor de Previsão de Safras do Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, Dirlei Manfio. A reavaliação da produção efetuada esta semana pelo Deral depois que produtores questionaram os números anteriormente divulgados pelo Deral confirma, no caso da soja, perda de 16,3%. A expectativa de produção, em condições normais, que era de 12,4 milhões de toneladas, passou hoje para 10,4 milhões de toneladas.
No caso do milho normal, a previsão inicial era de uma colheita de 7,16 milhões de toneladas, passando agora para 6,88 milhões de toneladas, com perda de 3,9%. Já o milho safrinha apresentará uma área de 1 milhão de hectares, 10% inferior à plantada em 2004.
As regiões mais atingidas pela falta de chuvas regulares e que estão registrando maiores prejuízos com a soja são as de Cascavel, com perdas de 13,2%; Campo Mourão, com 22,23%; Francisco Beltrão, com perdas de 45%; Toledo com 16,4%; e Jacarezinho (município de Cambará) com 12,7%. Ainda de acordo com os técnicos do Deral, regiões altamente produtivas como Ponta Grossa, também registram queda na produção em torno de 7%; Cornélio Procópio 10% , e Maringá 15%.
Com a quebra na produção de soja as perdas devem chegar R$ 912 milhões, enquanto que a diminuição da receita com o milho chegará a R$ 63 milhões, safra normal, e R$ 7 milhões com o safrinha. O prejuízo com o feijão da seca deverá ficar em torno de R$ 27 milhões, e o do algodão em R$ 20 milhões. Outras culturas como batata da seca, arroz sequeiro, soja safrinha e amendoim também tiveram quebra de produção e perdas monetárias.
Hoje, o secretário em exercício da Agricultura e Abastecimento, Newton Pohl Ribas, e técnicos da Seab, darão mais detalhes sobre os efeitos da estiagem na agropecuária paranaense, em uma entrevista coletiva marcada para às 14 horas, no Auditório da Seab.


