Seab quer reduzir riscos de deriva
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quarta-feira, 27 de outubro de 2004
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
Segundo estimativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) do Paraná cerca de 30% dos defensivos agrícolas aplicados nas lavouras são desperdiçados. Pior que o prejuízo do produtor, é a possibilidade dos resíduos, cuja denominação técnica é deriva, contamine rios e culturas de propriedades vizinhas. Reduzir a contaminação é o objetivo da campanha ''Acerte o Alvo!'', lançada ontem em Londrina pelo secretário de Estado da Agricultura e governador em exercício Orlando Pessuti e pelo secretário de Meio Ambiente, Eduardo Luiz Cheida.
A campanha é um projeto piloto desenvolvido pela regional da Seab de Londrina e será implantada em todo Estado. Segundo o chefe do núcleo regional da Seab, Gil Abelin, não há uma estimativa exata do valor do prejuízo causado pela deriva. ''Contudo, a Sema (Secretaria de Estado do Meio Ambiente) vinha recebendo muitos relatos de desavenças entre vizinhos por conta do problema, com isso queremos educar o agricultor primeiro para depois fiscalizar'', afirma. Vale lembrar que estragos causados pela deriva alheia podem ser alvo de ação judicial.
A campanha está capacitando técnicos para orientar o produtor. Uma cartilha também foi montada e será distribuída nesta semana principalmente em revendas e cooperativas. A primeira tiragem tem 10 mil exemplares. Camisetas, cartazes e banners também foram confeccionados pela Seab. Segundo o secretário de Agricultura, a campanha prioriza a ação conjunta entre os órgãos públicos e sociedade. ''Esse é o caminho para que possamos eliminar o risco de deriva'', comenta.
Na cartilha, medidas simples, como a seleção correta de bicos pulverizadores e pressão, altura das barras e cuidados com as condições climáticas ensinam como reduzir o risco. O teoria foi comprovada em uma demonstração prática logo após o lançamento, no hall do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).
Transgênicos Em sua passagem por Londrina, Pessuti voltou a afirmar que o governo do Estado está intensificando a fiscalização contra o plantio e transporte de produtos transgênicos. ''A secretaria está contratando 100 novos técnicos para reforçar a fiscalização nas barreiras, lojas e postos de fiscalização'', disse.
O governador em exercício também voltou a defender a soja convencional. ''A questão do soja transgênico é uma bagunça. Há cientistas que informa que é nociva, outros que faz bem. Além disso não temos segurança no plantio, não temos lei que nos ampare, apenas uma MP (medida provisória)'', aponta.


