Seab quer apoio do Exército para fiscalizar fronteiras
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sexta-feira, 06 de abril de 2001
Vânia Moreira De Umuarama 
O Paraná vai pedir a ajuda do Exército na fiscalização das fronteiras com a Argentina e o Paraguai para evitar a entrada do vírus da febre aftosa no país. O secretário Antônio Poloni informou que fará o pedido pessoalmente terça-feira em Brasília ao Ministro da Agricultura, Pratini de Moraes. Vamos pedir ao ministro que intervenha junto às Forças Armadas para conseguirmos apoio militar na campanha contra a entrada do vírus no Brasil, disse o secretário.
Segundo Poloni, a presença do Exército e da Marinha no patrulhamento das duas fronteiras é fundamental. A preocupação é com a entrada clandestina de animais e derivados, o que colocaria em risco a sanidade do rebanho paranaense.
O Paraná há um ano foi reconhecido pela Organização Internacional de Epizootias (OIE) território livre de febre aftosa com vacinação. Segundo Poloni, a preocupação agora é manter esse status sanitária frente à ameaça da existência da doença em localidades muito próximas ao Estado. A Seab reforçou as barreiras nos 70 quilômetros de divisa seca e deslocou 35 fiscais para estas áreas.
Prioridade O superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Carlos Roberto Conte, disse ontem que a adoção de barreiras sanitárias na fronteira com o Paraguai é necessária, mas não prioritária.
Temos que nos preocupar primeiro com a Argentina que já registrou vários focos, alega. Mesmo assim, ressaltou Conte, a superintendência está providenciando a construção de barreiras de desinfecção em Guaíra, na fronteira com o Paraguai e divisa com Mato Grosso do Sul.
Pedimos ao município a construção dos rodilúvios porque não temos estrutura para executar este tipo de obra. Estamos aguardado a resposta da prefeitura, disse Conte. O chefe do Serviço de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura no MS, Heitor Valter de Lima, disse que não há previsão de se adotar a desinfecção de veículos na aduana entre Mundo Novo e Salto Del Guairá. O transito de animais está proibido e não há registro de focos da doença no Paraguai, justificou.


