Guarapuava - A secretaria estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab) lançou oficialmente ontem, em Guarapuava, o programa estadual de Rastreabilidade e Certificação de Bovinos e Bubalinos. O Brasil, através do Ministério da Agricultura, já possui um programa nacional, porém, o Paraná é o primeiro Estado a ter um programa próprio, intensificando a rastreabilidade junto aos produtores rurais.
Na cerimônia de lançamento, no auditório do Centro de Desenvolvimento Tecnológico de Guarapuava (Cedeteg), estiveram presentes o vice-governador e secretário da Agricultura do Paraná, Orlando Pessuti, o prefeito de Guarapuava, Vitor Hugo Burko, o deputado federal César Silvestri, o deputado estadual Artagão de Mattos Leão Júnior, integrantes da Aliança Mercadológica de Guarapuava, pecuaristas, técnicos e políticos da região. No final da manhã, na propriedade do presidente da Aliança Mercadológica, Edio Sander, no distrito de Entre Rios, foi realizada a brincagem de animais, simbolizando o lançamento oficial do programa no Estado.
O diretor do Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Felisberto Batista, explicou que o modelo empregado no Paraná segue o sistema implantado na França, adotado em 1996, por ocasião da disseminação da ''vaca louca''. A brincagem, aplicada nos animais, contará com um sistema duplo de controle, tendo identificação também por código de barras. ''O código de barras ajudará a indústria da carne a controlar todo o processo de manuseio e comércio. Este é o grande diferencial que estamos dando ao programa no Paraná'', comentou.
A Seab no Paraná possui um cadastro de todas as propriedades. E é a própria secretaria, através dos seus núcleos regionais, que vai vender os brincos com controle numérico e de código de barra para os produtores rurais. ''Eles vão ter o custo somente dos brincos, que não passa dos R$ 2,00. Ao repassarmos os brincos numerados para os produtores, já iniciamos o processo de rastreabilidade animal com o cadastro dentro da própria Seab'', salientou Batista.
Outra vantagem do sistema de rastreabilidade no Paraná é que ele será totalmente informatizado, facilitando inclusive a emissão de guias de trânsito animal. Durante 60 dias, o governo do Estado vai trabalhar com os projetos-pilotos de Guarapuava e Londrina. A partir daí, expandirá para as outras regiões. ''Estamos organizando toda a produção de bovinos e bubalinos, estabelecendo alguns procedimentos que asseguram a segurança alimentar, de sanidade animal, organização da produção e a saúde da população'', comentou o secretário de Agricultura, Orlando Pessuti.
O Paraná, através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, está cumprindo uma determinação do Ministério da Agricultura e das organizações animais que lidam com a sanidade animal. Hoje, a exportação de carne para a Comunidade Européia exige que a carne tenha certificação e passe pelo sistema de rastreabilidade. Até o final do ano, esta exigência será feita para a exportação de carne para qualquer país. Com isso, a meta do governo estadual é que até dezembro de 2005 todos os produtores rurais estejam participando deste programa, juntamente com os 14 estados brasileiros considerados área livre da febre aftosa.

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